Apontar pro céu me deu birruga na mão.
Apontar pro céu me deu birruga na mão.
A cachorra preferiu usar a moita.
Capunga no alto de um morro com bela vista para o poente.
Acho muito bonito a gente ter o Minuano, um vento com nome entre tantos sopros anônimos.
Andar descalço sobre o cascalho fervente e encontrar exatamente a pedra desejada, a runa que faltava à coleção de acidentes.
Queria percorrer o labirinto do Minotauro e ler as suas pichações.
Atirei um palito de fósforo em direção ao lixo e ele ficou suspenso no ar, tomei um susto achando que era coisa de algum Sábio Necromante, mas ao fazer o sinal da cruz e olhar melhor vi que ele ficou preso a uma fina porém poderosa teia de aranha.
poco quente
Pernilongos perniciosos se empanturrando das minhas panturrilhas.
Quem ensina o beabá da brisa?
Comprei mensageiros dos ventos daqueles mais baratinhos e infelizmente eles são mudos, ou então só falam a língua das tempestades.
Gatinho saindo da boca de uma máscara de mármore (Boca da Verdade), em foto de Shinjiro Sagara (1990).
São e salvo no teste da Bocca della Verità pois gatinhos não mentem.
Das coisas bonitas e intangíveis, em primeiro lugar a textura que o vento imprime na superfície dos rios.
Janela de banheiro aberta com vista para árvores e vegetação.
Banhar-se com a janelinha do banheiro aberta e receber nos cabelos molhados a escova macia do vento.
O que falar do homem esse bicho que veio do mar mas tem os olhos nas estrelas.
Tenho longa amizade com as estrelas. Elas sempre estiveram lá quando precisei.
escusado dizer que
Macumba contra data center.
Algoritmo, me conecte com elementais.
A história de Tristão e Isolda é um alerta sinistro para os perigos do consumo da catuaba.
Fosse herdeiro, quando não estivesse no caribe tomando daiquiris, provavelmente me dedicaria ao nobre ofício de levantar estatísticas invulgares: por exemplo, quanta gente já morreu no Brasil por tiro de garrucha ao tentar entrar em casa tarde da noite e ser confundida com assombração pelos avós?
Essa é minha foto preferida.
Sonhei que um deus do martelo martelava arranha-céus como se pregos fossem, devolvendo à cidade o horizonte.
Crianças chutam bolas de meias nos campos de lítio.
Rabiscos de uns dias atrás.
A despeito da chuva restou pedra sobre pedra.
A velha bicicretinha me esperando na saída do pub, em 2022. Foi roubada um pouco depois (mas não ali) e eu já não bebo no meio de semana.
Passados dez anos, minha mãe aceitou minha solicitação para segui-la no instagram.
Or keys to my heart...
You will never find.
You will never find!
Às vezes acho que o Renato Russo se inspirou nessa parte pra escrever o final de Eu era um lobisomem juvenil (ótima música).
www.youtube.com/watch?v=xysE...