Para saber todos os detalhes deste caso, escute o episódio 189 do Café Com Crime. 🎧http://linktr.ee/cafecomcrime.
Fim 🧵
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Em junho de 2025, aos 65 anos, Dominique Cristina Scharf deixou o presídio após cerca de 30 anos de encarceramento. Atualmente afirma desejar uma vida tranquila ao lado da família, incluindo marido, filhos e netos, declarando que não pretende retornar ao crime.
Em 7 de dezembro de 2008, foi recapturada em uma blitz e enviada ao presídio de Tremembé, onde ficou conhecida como “dama do cárcere”. Permaneceu presa por décadas, tendo pedidos de liberdade negados, inclusive durante a pandemia.
Posteriormente transferida para Ribeirão Preto, Dominique passou a trabalhar na área externa da cadeia. Ela conseguiu nova fuga ao pular um muro de seis metros, quebrando membros durante a escalada do muro. A fuga foi bem sucedida e ela retornou ao crime após recuperação.
Ela foi condenada a diversas penas que totalizaram mais de 57 anos de prisão. Dominique tentou fugir da Penitenciária Feminina da Capital em 1996, sendo recapturada.
Durante a tentativa de fuga, Dominique efetuou disparos contra ele, sendo presa em seguida. A investigação revelou sua extensa ficha criminal, incluindo furtos, roubos, estelionato, sequestro e adulteração de veículos.
Em 17 de agosto de 1995, ao aplicar golpe com cheque roubado em uma joalheria do Shopping Paulista, foi perseguida pelo vendedor Roberto Vicente de Lima, de 34 anos.
Em 1991, envolveu-se com um fazendeiro mineiro de 40 anos e aplicou o golpe do colar falso, vendendo uma peça com zircônia cúbica por 50 mil dólares e fugindo para o Paraguai.
Aos 30 anos, passou a aplicar golpes de chantagem contra homens ricos casados, seduzindo-os, fotografando-os nus e exigindo dinheiro para evitar exposição.
Sem o comparsa, nos anos 1990, Dominique passou a atuar com Jailton Costa de Lima, criminoso com quem realizou roubos de veículos e envio ao Paraguai para legalização.
Após sofrer violência sexual na cadeia, Amilton recebeu o diagnóstico de HIV e morreu em 1989 em decorrência de complicações de saúde.
A dupla retomou os crimes com a meta de acumular dinheiro, inicialmente por meio de furtos de veículos e posteriormente com roubos à mão armada. Em um assalto contra uma mulher idosa após saque bancário, Amilton foi baleado por um taxista e preso. Dominique fugiu.
Durante cerca de 3 anos, acumulou recursos suficientes para comprar uma fazenda no Paraguai, embora o relacionamento e a parceria tenham terminado em 88. No mesmo ano, reencontrou Amilton Fernandes Júnior, então expulso da casa dos pais após assumir um relacionamento homoafetivo.
Cansada de ocupar posição secundária, Dominique colocou fim ao relacionamento e, a partir desse rompimento, iniciou nova fase ao lado do criminoso paraguaio Ezequiel Cabañas. Com Ezequiel passou a furtar carros em São Paulo e enviá-los para adulteração e legalização no Paraguai.
Embora a parceria criminosa fosse bem-sucedida, o relacionamento era marcado por frustração, já que o homem não pretendia se separar da esposa para ficar com ela.
Após dois anos conciliando o emprego com atividades ilícitas, Dominique deixou o trabalho para atuar diretamente ao lado do amante no transporte de armamentos entre Brasil e Paraguai.
Durante esse período, Dominique manteve relacionamento com um executivo da Taurus cerca de 20 anos mais velho e casado, que facilitou sua inserção no tráfico de armas e a ajudou a conseguir trabalho em um banco ligado ao esquema financeiro da empresa.
Em 1981, após um fim de semana em Campos do Jordão com um carro furtado e objetos roubados, a dupla foi presa em uma blitz voltando para São Paulo. Apesar das evidências, eles foram liberados graças à intervenção do delegado Amilton Fernandes, pai de Amilton Júnior.
Nesse período, Dominique iniciou furtos de veículos de luxo utilizando régua metálica e chave micha, explorando o fato de que sua aparência elegante reduzia suspeitas. Os carros eram usados por alguns dias e posteriormente abandonados.
A estratégia resultou em prejuízos indiretos a funcionários que chegaram a perder o emprego após as reclamações. No início dos anos 80, já com cerca de 20 anos, Amilton Fernandes Júnior recebeu um Fusca dos pais, facilitando o deslocamento do casal de golpistas para novos crimes.
Entre os golpes aplicados em restaurantes, destacava-se a encenação de contaminação de alimentos com baratas, cabelos ou objetos metálicos, o que levava estabelecimentos a cancelar cobranças e oferecer cortesias.
O esquema funcionou por anos até serem descobertos em uma loja Mesbla da Avenida Paulista, episódio que terminou com Dominique pagando a compra para evitar escândalo.
A ausência de sistemas bancários informatizados permitia que utilizassem os cartões antes do bloqueio. A dupla também praticava fraudes em lojas por meio da falsificação de comprovantes de pagamento, utilizando carimbos “PAGO” confeccionados por eles mesmos.
No fim da década de 70, Dominique e Amilton Jr passaram a aplicar golpes em hotéis de luxo de São Paulo e do Guarujá. Hospedavam-se com cartões de crédito furtados por Amilton em saunas e boates gays, frequentadas por executivos que evitavam denunciar o crime por constrangimento.
A dupla rapidamente passou a praticar crimes juntos, motivados principalmente pela busca de diversão e adrenalina. O rapaz, porém, era filho do delegado Amilton Fernandes, fator determinante para o futuro dos criminosos.
Ainda aos 17 anos, durante uma viagem a Porto Seguro (BA), conheceu Amilton Fernandes Júnior, também de 17 anos.
Parte do que roubava era destinada ao consumo de cocaína. Aos 17 anos, quando a mãe se casou novamente e formou outra família, Dominique se sentiu abandonada, aprofundando sua inserção no crime.
Na adolescência, passou a furtar lojas, aplicar golpes em hotéis e restaurantes e também a subtrair dinheiro da própria mãe. Os atos não eram motivados por necessidade financeira, mas pela emoção e sensação de poder associadas ao risco.
A mãe mantinha uma relação distante e pouco afetiva com Dominique, que encontrava acolhimento principalmente nas babás. Em 1975, aos 15 anos, Dominique perdeu o pai de forma repentina. A morte de Erich Scharf representou luto, mas também um sentimento de liberdade.
Aos 12 anos, já falava alemão, inglês e espanhol, passando a dominar o português apenas na adolescência. A infância foi marcada por forte disciplina imposta pelo pai, Erich Scharf, cuja exigência por desempenho acadêmico e comportamento impecável determinava a rotina da filha.